Classificação de Nossas Madeiras

Classificação utilizada pela LUTHIER PLANET

 

A Luthier Planet utiliza as classificações comumente utilizadas e entendidas no mundo todo como:

CLASSIFICAÇÃO
AAA
AA
A
B
C
PEQUENOS FUROS
ESTREITO

 

 

 

 

Temos recebido todas as madeiras de nossos fornecedores obedecendo a estes parâmetros em todos os pedidos, e garantido que o recebimento de novos pedidos sempre seguirá estes critérios. Em outras palavras, nossos clientes podem comprar de nós ano após ano que seguiremos adotando o mesmo critério que em sua última compra. É possível que, às vezes, não tenhamos certa qualidade no estoque, pois isso pode ocorrer devido à sua relativa escassez ao longo dos anos. Nem todos os vendedores de madeiras no Brasil usam as mesmas descrições e critérios que a Luthier Planet, por exemplo, o que classificamos como qualidade especial (AAA), outros fornecedores a classificaram como AAAAA.

Gostaríamos de sublinhar que nem sempre as qualidades inferiores soam piores ou o resultado da madeira no instrumento é menor. Às vezes, qualidades mais baixas podem dar o mesmo resultado sonoro.

Não seguimos os mesmos critérios de classificação em todas as espécies de madeira. Não podemos comparar os mesmos critérios de classificação em uma tampa de Abeto Engelmann do mesmo modo de um Abeto Europeu, nessas duas madeiras pode haver uma certa diferença nos anéis de crescimento ou na rigidez. Também em um jogo de Faixa e Fundo de Cocobolo com uma madeira como Maple ou Sapele, Cocobolo pode ter tons e figuras de cores diferentes, e Maple ou Sapele normalmente são madeiras mais uniformes. A classificação é relativa às espécies de madeira.

 

Descrição dos critérios de classificação obedecidos pela Luthier Planet para as diferentes partes de madeira dos instrumentos

Madeiras com classificação ESTREITO precisam ser analizadas com relação ao tamanho do instrumento que será construído.
Madeiras com classificação PEQUENOS FUROS, possuem pequenos furos causados por insetos, e não possuem outra classificação como AAA, AA ou A.

• Tampos para instrumentos acústicos:

As madeiras mais comumente utilizadas para os tampos são: Abeto Engelmann e Alemão, Sitka e Cedro Canadense.

Um dos principais critérios para a classificação dos tampos é, sem dúvida, os anéis de crescimento. Os tampos com veios apertados ou finos e uniformes do centro até a borda são mais bem classificados. Também é importante o corte vertical, sendo 90 graus o máximo e o ideal. Além disso, tampos com reflexos transversais ou raios medulares, chamados de “espelhamento” são mais rígidos e adicionam força ao tom. A madeira usada para os tampos deve ser rígida.

Cores uniformes ou contendo manchas, tons de cores, marcas nos veios e sombras de nós podem influenciar o instrumento, mas não queremos dizer que tampas de qualidade inferior não tenham um som ideal ao fabricar o instrumento.

As tampas de violino, viola, violoncelo e contrabaixo são classificadas com um critério diferente do que as tampas de instrumentos de corda acústicos como cavaco, viola caipira e violão. As tampas de violino e viola devem ter um veio de crescimento mais lento e mais apertado que as tampas usadas para violoncelo e contrabaixo.

As tampas de Abeto Alemão estão mais escassas a cada dia e suas classificações começam a sofrer algumas mudanças ao longo dos anos. Está cada dia mais difícil de encontrar, mais valorizada financeiramente e sua grade de qualidade diminuindo. Por isso a Luthier Planet trabalha fortemente com fornecedores do Canadá com as mais altas qualidades de Abeto Engelmann.

 

Para uma tampa ser classificada como AAA, ela precisa ter os veios e a cor o mais uniforme possível e ter rigidez. Em uma classificação, se uma tampa apresenta manchas, ela irá automaticamente para outras classificações mais baixas.

Após essa primeira classificação, se uma tampa não apresentar rigidez, mesmo sua cor sendo uniforme, ela não poderá ser classificada como AAA.

 

Uma tampa AA, deve ter excelente qualidade em uniformidade dos veios, cor e rigidez, porém não será absolutamente perfeita nos três quesitos, ou seja, ela pode ser uniforme, porém ter veios um pouco mais afastados, ou poderá ser rígida, mas conter pequenas manchas.

 

Uma tampa A é perfeitamente utilizável e poderá apresentar excelentes resultados, porém ela não tem alto nível de classificação nos três quesitos citados acima. Normalmente as tampas A tem veios mais escuros e menos uniformes.

 

Uma tampa B ainda pode ter bons resultados sonoros, porém ela provavelmente apresentará manchas, bolsas de seiva ou veios escuros. Sua rigidez já não é tão avaliada.

 

• Braços e Tróculos
Esta é a parte do instrumento que mais sofre com a tensão das cordas ao longo do tempo. Ele deve ter um corte vertical, se possível 90 graus na largura, isso influenciará na escala de classificação. Defeitos, nós e manchas também serão considerados.

Recomendamos madeiras com elasticidade 7400 / 10000N / MM2 (milímetro quadrado de Newton) como mogno e cedro para acústicos.

Para guitarra elétrica e baixo é desejável uma madeira estável e dura como o Hard Maple, com uma elasticidade 11200-12000N / MM2, nesse caso o corte plano (longitudinal) é aceito, porém influenciará na classificação. Para braços, sempre, quanto mais radial mais bem classificado será.

 

• Escalas

O principal requisito é que a madeira usada para as escalas digitais seja uma madeira dura. É a parte do instrumento que mais sofre a passagem dos anos, pois é tocada muitas vezes.

As escalas são classificadas de acordo com os veios da madeira, o corte reto, a intensidade da cor e os defeitos. As escalas com defeitos, como pontos ou nós serão rebaixadas. A madeira de ébano é ideal para escalas pois tem uma densidade de 1000/1200 kg / m3. A uniformidade do tom do ébano é altamente valorizado.

Antes de ser utilizada, é muito importante uma boa secagem. É bastante comum que os trastes se projetem se o processo de secagem não tiver sido realizado corretamente. Todas as escalas vendidas pela Luthier Planet passaram por processo de secagem antes de serem compradas, porém diferentes situações climáticas por todo o país podem sofrer pequenas variações na madeira.

A variedade de tons é altamente valorizada em madeiras como Cocobolo ou Jacarandás.

 

 • Faixas e Fundos

Devido à grande variedade de madeiras utilizadas para Faixas e Fundos, existe uma grande variedade de critérios para avaliar as qualidades. Jacarandás, Dalbergias e outras madeiras exóticas são as mais usadas. Alguns luthiers tradicionais valorizavam muito a retidão do veio verticalmente, isso proporcionaria ao instrumento maior velocidade na transmissão do som e o instrumento duraria mais tempo. Embora alguns outros luthiers prefiram a beleza de tons, figuras, rajados e etc.

 

• Soletas / Espelhos e Cavaletes

Geralmente, as madeiras usadas para a faixa e fundo do instrumento também são usadas para a soleta / espelho, mesmo que não sejam essenciais. Para soletas e cavaletes de madeiras variadas temos apenas uma qualidade padrão, mas em algumas madeiras como o ébano para cavalete, que é classificada por sua cor, teremos mais qualidades (AAA, AA, A e B).

 

• Madeira para estrutura (Bracewood)

Não há critérios de qualidade, mas recomenda-se que o corte seja o mais reto possível, sendo o máximo de 90 graus. As madeiras utilizadas para a estrutura são o Cedro Canadense, o Abeto Europeu e Engelmann e o Sitka.

 

 

Termos Úteis:

 

• Anéis de crescimento: Cada anel de crescimento marca a idade de uma árvore. Seu crescimento pode variar de acordo com a área em que a árvore se desenvolveu, a altura acima do nível do mar, os minerais presentes na área, as condições climáticas e mais fatores ambientais.

Veio ou grão são alguns dos termos usados ​​para falar sobre anéis de crescimento. Podemos encontrar anéis retos paralelos um ao outro, anéis finos e juntos e anéis não uniformes. A distância entre os anéis de crescimento varia de um anel para outro e, o crescimento dos anéis pode variar de uma árvore para outra, devido a um crescimento menos uniforme na vida de uma árvore. Também pode haver anéis de crescimento rápido, quando a distância entre os anéis é mais considerável de um ano para o outro. E, finalmente, falamos sobre a marca de crescimento nos anéis quando os anéis são marcados em cores mais intensas.

 

• Figurado: Palavras como curly, flamed, quilted, bearclaw e birdseye, todas se referem a diferentes tipos de figura. A figura é genética e é encontrada apenas em uma pequena porcentagem de árvores. É altamente valorizada e procurada por luthiers.

 

• Cor: A maioria das madeiras tem sua cor básica, mas podem haver variações. No Abeto por exemplo, madeiras cortadas há muito tempo pode ter as bordas mais escuras do que no centro. Também pode haver tons mais escuros de cor nos anéis de crescimento. No cedro, essas cores podem ser fortes e mais escuras. A maioria dos luthiers preferem os tampos limpos sem essas cores, mas alguns outros apreciam essas tampas com diferentes colorações. Em madeiras como Jacarandás, Ébanos, Cocobolo, entre outras as alterações de cor são muito valorizadas por sua beleza.

 

• Veios de inverno: Essas são as linhas mais escuras que definem cada anel anular nas tampas, e normalmente os fabricantes de violões não querem essas linhas escuras nas tampas. No Adirondak (Red Spruce), essas linhas são inevitáveis ​​e as pessoas esperam vê-las.

 

• Rigidez: A tampa do instrumento serve para dois propósitos em um violão, um como uma âncora estável para as cordas e o outro como a unidade vibratória com a qual move o ar, ou seja, produz o som. Esses dois propósitos tornam a rigidez muito importante. Mesmo que muita rigidez não seja boa, uma vez que diminuirá o tom. Teremos que trabalhar com a espessura do topo, tornando-o mais fino.

 

 • Raios medulares ou espelhamento: Esses raios são perpendiculares aos anéis anulares, dando mais rigidez ao tampo e tornando o acabamento ainda mais agradável.

 

• Flamed ou Curly: As figuras Flamed ou Curly correm perpendicularmente ao veio da madeira, com uma aparência ótica tridimensional que realça toda a beleza quando é envernizado. Podemos encontrá-los no Maple, Mogno, Ash, Nogueira, entre outros. E apenas em raras ocasiões no Cedro-Rosa (Cedrela Odorata), Ébano, Roxinho e outras espécies de madeira.

 

• Quilted: É muito mais raro que o Flamed e tem mais aparência tridimensional. É altamente valorizado e muito apreciado no Mogno, Bubinga, Sapele e Maple.

 

• Birdseye: Está se tornando menos disponível a cada dia. É uma figura que é encontrada ocasionalmente no Maple Americano e Europeu. Eles são pequenos nós e é mais perceptível nas peças de superfície plana.

 

• Bearclaw: Pode ser encontrado apenas em madeiras macias, como nas tampas de Abeto. É difícil descrever, alguns chamam de estrias, a figura pode às vezes ser mais pronunciada, mais fina ou mais larga. Parece que um urso afiou as garras na árvore e deixou pequenas ondas nos veios.

 

• Spalted: “Spalting” é qualquer forma de coloração da madeira causada por fungos. É causada por um padrão de decomposição bacteriana na madeira morta que se parece com linhas e estrias pretas escuras, normalmente irregulares e não segue nenhum padrão de veios. Você deve ser extremamente cuidadoso ao trabalhar com essa madeira, pois quanto mais “Spalting” maior a desestabilização da madeira, a madeira Spalted possui diferentes densidades por causa dos fungos. É normalmente usado para tampos de guitarras e baixos, mas já está sendo utilizada para faixas e fundos de instrumentos acústicos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre a loja

Somos uma loja especializada em materiais para Luthiers. Nosso diferencial é a qualidade de nossos produtos e nossa imensa variedade de madeiras sempre focando na satisfação de nossos clientes. Toda nossa madeira é adquirida de fornecedores certificados e de forma totalmente legalizada. Nosso objetivo é fomentar a Lutheria no Brasil, possibilitando a construção dos melhores instrumentos musicais do mundo.

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